Poucos jogos carregam o peso de Ocarina of Time. Lançado em 1998 no Nintendo 64, ele ensinou uma geração inteira a se mover em um mundo 3D, a travar a mira em um inimigo e a se perder, de propósito, em Hyrule. Quase trinta anos depois, a Nintendo decidiu reconstruir essa aventura do zero para o Nintendo Switch 2.

O novo The Legend of Zelda: Ocarina of Time chega em 5 de novembro de 2026, faz parte das comemorações de 40 anos da série e foi mostrado em detalhes no Nintendo Direct de 8 de setembro, apresentado pelo produtor Eiji Aonuma. Reunimos aqui tudo o que a Nintendo já confirmou: preço no Brasil, o que muda em relação ao original, as novidades de controle, a dublagem, os extras e se vale a pena para quem nunca jogou e para quem já zerou o clássico.

Resumo rápido

  • Lançamento: 5 de novembro de 2026
  • Plataforma: exclusivo do Nintendo Switch 2
  • Preço no Brasil: R$ 329,90 na Nintendo eShop
  • Preço nos EUA: US$ 59,99 na versão digital
  • Tamanho: cerca de 27 GB, segundo a estimativa da Nintendo
  • Idioma: tem português do Brasil entre os idiomas suportados
  • Jogadores: 1, nos modos TV, mesa e portátil
  • Novidades principais: visual refeito, cenas dubladas, trilha orquestrada, pulo e corrida, câmera livre e a ocarina tocada pelo microfone
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Quando lança e quanto custa

O jogo chega em 5 de novembro de 2026, só para Nintendo Switch 2. A pré-venda já está aberta na Nintendo eShop brasileira por R$ 329,90, e nos Estados Unidos a versão digital sai por US$ 59,99.

A versão física também está em pré-venda no Brasil, incluindo uma tiragem limitada com capa texturizada em foil, que esgotou rapidamente em várias lojas logo na abertura. Quem ainda quer a mídia física deve ficar de olho em novas levas, porque a procura está alta.

Uma semana antes, em 29 de outubro, a Nintendo lança o Nintendo Switch 2 edição comemorativa de 40 anos de The Legend of Zelda. Falamos dele mais abaixo.

Remake ou remaster? O que a Nintendo realmente fez

É um remake, e dos ambiciosos. A Nintendo descreve o jogo como uma interpretação fiel do original feita com tecnologia atual. Na prática, isso significa que o mapa, as masmorras e a estrutura da aventura são os mesmos de 1998, mas praticamente tudo o que você vê, ouve e controla foi refeito.

Não é o caso de pegar o jogo do Nintendo 64 e aumentar a resolução. Os cenários foram remodelados, as texturas foram refeitas material por material, os personagens ganharam novas falas e as cenas agora são dubladas. Ao mesmo tempo, quem conhece o clássico vai reconhecer cada canto de Hyrule, porque a Nintendo manteve o desenho do mundo intacto.

O que muda em relação ao Nintendo 64

Nintendo 64 (1998)Nintendo Switch 2 (2026)
VisualPolígonos simples e névoa para esconder o horizonteCenários remodelados, texturas novas, HDR e VRR
CenasDiálogos só em textoCenas dubladas e diálogos ampliados
TrilhaSom do Nintendo 64Trilha sinfônica orquestrada
MovimentoPulo automático na beira das plataformasBotão de pulo e corrida
CâmeraCâmera fixa atrás de Link, centralizada com ZCâmera livre no analógico direito
OcarinaNotas nos botões CBotões ou cantarolando no microfone do console
ProgressoSem registro de objetivosThreads of Time mostra a história e o próximo passo

Comparação com base no que a Nintendo apresentou no Direct de 8 de setembro e na página oficial do jogo.

Paisagem de Hyrule refeita no Ocarina of Time de Nintendo Switch 2

Gráficos e som: Hyrule refeita, trilha orquestrada

A diferença visual é a primeira coisa que salta aos olhos. Os ambientes foram reconstruídos com muito mais detalhe, a névoa que escondia o horizonte no Nintendo 64 deu lugar a paisagens abertas, e a câmera moderna permite olhar para lugares que antes ficavam fora de quadro. O jogo também tem saída em HDR e suporte a VRR, para quem joga em uma TV compatível.

A música recebeu o mesmo cuidado. As composições de Koji Kondo, que estão entre as mais lembradas da história dos games, foram gravadas em versão sinfônica. A Nintendo também diz que o som do jogo como um todo foi renovado, e o carregamento ficou mais rápido.

Dublagem: os personagens finalmente falam

Essa é a mudança que mais surpreendeu os fãs. As cenas do novo Ocarina of Time são dubladas, e a Nintendo ampliou os diálogos dos personagens que Link encontra pelo caminho, para que a personalidade de cada um apareça mais.

Vale um cuidado: o que está confirmado é a dublagem nas cenas, e não necessariamente em toda e qualquer conversa do jogo. A Nintendo ainda não divulgou o elenco de vozes. Pelo que foi mostrado até agora, Link continua sem falar, como em toda a série.

Controles: pulo, corrida e câmera livre

Aqui está a mudança que vai alterar o jeito de jogar. No original, Link pulava sozinho ao chegar à beira de uma plataforma. Agora existe um botão de pulo, que pode ser usado a qualquer momento, e uma corrida para atravessar Hyrule com mais agilidade.

A câmera também foi libertada. Em vez de depender do botão de centralizar, você controla a visão com o analógico direito, como em qualquer jogo de ação atual. Para quem tentou voltar ao Ocarina original e estranhou os controles, essa é provavelmente a melhor notícia do remake.

Há ainda detalhes que mostram o cuidado da Nintendo, como o ciclo de dia e noite, que agora continua passando mesmo quando Link está dentro das cidades. No Nintendo 64, o tempo parava nesses lugares.

Threads of Time: nunca mais se perder

Quem jogou Ocarina of Time na época sabe como era fácil largar o jogo por uma semana e voltar sem ideia do que fazer. O remake resolve isso com o Threads of Time, um menu que mostra em que ponto da história você está e qual é o próximo objetivo.

Conforme você avança, uma grande tapeçaria vai sendo preenchida com os momentos da jornada. É um recurso pensado para quem joga em sessões curtas, e que não muda a estrutura da aventura: você continua explorando e descobrindo os caminhos por conta própria.

Tocar a ocarina cantarolando no microfone

É a novidade mais curiosa do pacote. O Nintendo Switch 2 tem microfone embutido, e o jogo usa isso: depois que Link aprende uma melodia, você pode cantarolar a música perto do console e Link toca a canção na ocarina dentro do jogo. Quem preferir continua usando os botões, claro.

No Direct, a Nintendo ainda mostrou que os dedos de Link se mexem de forma diferente para cada nota, um detalhe pequeno que mostra o nível de cuidado com o instrumento que dá nome ao jogo.

Link tocando a ocarina no remake de Ocarina of Time

ZELDA NOTES, amiibo e os extras

O jogo se conecta ao ZELDA NOTES, um serviço dentro do Nintendo Switch App para celular. Pelo que a Nintendo anunciou, ele traz um registro diário das suas conquistas, um desafio de encontrar no jogo o lugar mostrado em uma imagem no celular, uma ocarina virtual na tela do telefone e um quiz com mais de 2.000 perguntas sobre Ocarina of Time. Tudo é opcional.

Os amiibo da série Zelda que você já tem funcionam no jogo e liberam extras. Em 2027, a Nintendo lança os novos amiibo de Link criança e Zelda criança, que destravam máscaras no visual do Nintendo 64 para usar no jogo.

Para os colecionadores, também foram anunciadas ocarinas físicas tocáveis, uma versão tradicional e uma eletrônica, como parte da celebração de 40 anos.

Nintendo Switch 2 edição Zelda 40 anos

Em 29 de outubro chega a edição especial do console, com Joy-Con 2 verdes e dock em preto e dourado com a Triforce estampada. A linha também tem um Pro Controller e um estojo no mesmo estilo. O jogo não vem incluído, já que sai uma semana depois, e a Nintendo ainda não divulgou o preço nem a disponibilidade da edição no Brasil.

A história muda?

Até agora, não. A Nintendo apresenta o jogo como a mesma aventura de 1998 reconstruída, e não como uma nova história. Ganondorf continua atrás da Triforce, Link continua viajando no tempo para se tornar o Herói do Tempo, e as masmorras são as mesmas.

O que muda é a forma de contar: diálogos ampliados e cenas dubladas dão mais espaço aos personagens. Qualquer boato sobre mudanças grandes no enredo deve ser tratado como especulação até a Nintendo dizer o contrário.

Vale a pena?

Para quem nunca jogou, o novo Ocarina of Time é provavelmente a melhor porta de entrada que já existiu para esse clássico. A própria Nintendo aposta nisso: os controles modernos, a câmera livre e o Threads of Time tiram justamente as barreiras que afastavam quem tentava jogar o original hoje.

Para quem já zerou, o apelo é outro. É a chance de rever Hyrule como ela sempre foi na sua memória, com trilha orquestrada e personagens falando. E se bater a saudade do jeito antigo, o original do Nintendo 64 continua disponível no Nintendo Switch Online com Pacote Adicional, então dá para comparar os dois lado a lado.

Nossa leitura

Remakes de clássicos costumam errar para um de dois lados: mudam demais e perdem a alma do original, ou mudam de menos e viram só uma versão mais bonita. Pelo que a Nintendo mostrou, Ocarina of Time tenta o caminho mais difícil, que é manter o desenho do mundo intacto e modernizar tudo ao redor dele.

O pulo, a câmera livre e o Threads of Time resolvem os problemas reais de jogar o original em 2026. A dublagem é a aposta mais arriscada, porque muda a forma como os fãs imaginam esses personagens há quase três décadas. Vamos saber se deu certo em 5 de novembro, e o Players Realm vai atualizar este guia conforme a Nintendo revelar mais detalhes.

Perguntas frequentes

Quando Ocarina of Time lança no Switch 2? Em 5 de novembro de 2026.

Quanto custa no Brasil? R$ 329,90 na Nintendo eShop. A versão física está em pré-venda nas lojas, com preço definido por cada varejista.

Tem português? Sim. O português do Brasil está na lista de idiomas suportados na página oficial do jogo.

Funciona no Switch 1? Não. O jogo é exclusivo do Nintendo Switch 2.

É remake ou remaster? Remake. O visual, o som, os controles e os diálogos foram refeitos, mas o mapa e as masmorras seguem o original.

Quanto espaço ocupa? Cerca de 27 GB, segundo a estimativa da Nintendo, que avisa que o número pode mudar até o lançamento.

O Switch 2 edição Zelda vem com o jogo? Não. A edição sai em 29 de outubro e o jogo é vendido separadamente.